Archive for Abril, 2009

“Que o cinema seja o meio por que me expresso, é absolutamente natural. Fiz-me compreender numa língua que passava ao lado da palavra de que carecia, da música que não sabia tocar, da pintura que me deixava indiferente. Subitamente tive a possibilidade de me corresponder com um mundo numa linguagem que literalmente fala da alma [...]


maíra, priscila, danilo, clarissa, bel, gabriel e paulo, 2005
 
Post enviado por Paulo Miyada


“Na época em que as cidades se desenvolviam em torno da praça central e em que as pessoas viviam dentro dos limites das sociedades regionais, a praça era o núcleo das comunicações. A catedral, o castelo e a prefeitura eram tanto os locais espirituais como os símbolos da vida urbana. Hoje, as comunicações libertaram a cidade [...]


29.mai.2000
“Eu preparei um pequeno discurso. E talvez eu deva começa-lo com uma anedota. Pode ser uma anedota estranha, mas vir da Holanda e ter nascido em 1944 significa paradoxalmente que eu fui ignorante na questão do Judaísmo até os 21 anos. Na minha juventude, no meu país, era completamente incomum apontar as origens religiosas ou [...]


“Anedota exemplar
Contrariamente ao referido por alguns, Guimarães Rosa era muito vaidoso e cioso de sua obra. Certa vez, num dos dois longos colóquios que com ele mantivemos, no Itamaraty, exibiu-nos o datiloscrito de um conto inédito, perguntando-nos ao mesmo tempo, por que a prosa literária brasileira contemporânea (1964) parecia tão frouxa, desossada, amebóide, em comparação [...]


das metáforas

16Abr09

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O imitar é, a propósito, o oposto do conhecer, já que este justamente não pretende fazer nenhuma transposição, mas reter a impressão sem metáfora e sem conseqüências. Para tanto, ela [a impressão] é petrificada: por meio de conceitos, a impressão é capturada e isolada, e, depois de morta e esfolada, é mumificada e conservada [...]


Gabriel e Paulo, 2005
 
Post enviado por Gabriel Kogan


[...] “Dessa verdadeira rosácea verbal que é o ‘Un Coup de Dés’ emerge como elemento primordial de organização rítmica o silêncio, aquele silêncio que é, para Sarte, ‘um momento da linguagem’ e que, ‘como a pausa, em música, recebe seu sentido dos grupos de notas que o cercam’, permitindo-nos dizer de poesia o que Pierre [...]


O plano de estudo esboçado no penúltimo post fracassou, pelo menos da maneira como havia sido desenhado. Não que a hipótese de estudar o detrás da câmera de alguns filmes a partir da seleção e discussão de excertos tenha se mostrado infrutífera ou conceitualmente equivocada, antes o contrário. Tentar inferir o detrás da câmera [...]


“Um mundo em que a técnica ocupa uma posição tão decisiva como acontece atualmente, gera pessoas tecnológicas, afinadas com a técnica. Isto tem a sua racionalidade boa: em seu plano mais restrito elas serão menos influenciáveis, com as correspondentes conseqüências no plano geral. Por outro lado, na relação atual com a técnica existe algo de [...]


“o que é ter uma idéia em cinema? Se fazemos ou queremos fazer cinema, o que significa ter uma idéia? O que acontece quando dizemos: “Ei, tive uma idéia”? Porque, de um lado, todo mundo sabe muito bem que ter uma idéia é algo que acontece raramente, é uma espécie de festa, pouco corrente. E [...]