



Lebbeus Woods publicou em seu blog o argumento que preparou para um filme longa-metragem em que novas formas de ocupação do espaço tivessem papel central.
O argumento, chamado Underground Berlin, está cheio de elementos típicos do começo dos anos noventa, quando foi escrito. Tudo se concentra em torno de descobertas parciais que levam à revelação de uma ameaça de destruição irrestrita e à luta dos heróis por sua sobrevivência, numa série de embates e escapes que levam o espectador até o limite da emoção e da adrenalina. No meio disso, há um cenário fantástico, e diálogos que misturam os conflitos dos personagens com debates sobre estado, poder, política, tecnologia e natureza.
O que me parece mais especial é o modo como a cidade subterrânea de Woods reúne em um só contexto desejos utópicos, complôs conspiratórios e poder do Estado. A elaboração de modelos sociais e espaciais futuros tende a apostar em apenas um desses vetores como promotor de novos modos de habitar o mundo. Com sua espacialialidade e historicidade outras, a Underground Berlin seria um campo concentrado de tensão entre Estado, pensamento utópico e organização conspiratória – cenário para o enfrentamento de forças atuantes na sociedade.


*post enviado por Paulo Miyada
Filed under: cinema e cidade, imagem, narração e debate sobre espaço público | 2 Comments
Tags: anos 90, Arquitetura, cinema, complo, conspiração, destruição, Estado, lebbeus woods, política, subterrâneo, underground berlin, Utopia
umpontoparapista – atalhosmínimos
alice sim ajudaria – para menos ou para mais
[aliás, em LWb-UB10 espremida entre o piso, o arco, londres e berlin]
oi.
queria parabeniza-los pelos textos, pelo blog.
muito bom.