Author Archive for ‘priscyla gomes’

[de Memphis até à Costa do Pacífico, entre os anos de 1966 e 1974, o já reiterado fotógrafo William Eggleston e o curador Walter Hopps, uma viagem sobre rodas, um projeto, uma compilação trinta anos depois] . Nada mais justo que a referida autopista venha reconstituir outros percursos. Da inovadora experimentação de Eggleston com filmes [...]


“Historicamente, os carnavais sempre foram eventos politicamente ambíguos; às vezes constituíam rebeliões simbólicas dos excluídos, outras vezes encorajavam a transformação festivas dos fracos em bodes expiatórios dos ricos (ou menos fracos). O carnaval e as práticas carnavalescas não são essencialmente progressivos ou regressivos: tudo depende de quem está carnavalizando quem, em qual situação histórica, com [...]


“Só resta-me apenas assinalar ao leitor minha teoria pessoal da eternidade. (…) Formulei-a no livro El Idioma de los Argentinos, em 1928. Transcrevo o que publiquei então; o texto se intitulava “Sentirse en muerte“. Quero registrar aqui uma experiência que tive noites atrás: ninharia demasiado evanescente e enlevada para que a chame aventura; demasiado irracional [...]


tura das turas

06abr10

“Que viera eu fazer no Pont des Arts? Creio que, nessa quinta-feira de dezembro, eu tinha pensado em atravessar para a margem direita do Sena e beber um vinho num pequeno bar da rue des Lombards, onde Mme. Leónie sempre me olha a palma da mão e me anuncia viagens e surpresas. Nunca levei você [...]


“As passagens são a arquitetura da cidade das imagens. Passagens entre pintura e fotografia: pintores que se utilizam de recursos do instantâneo e fotografias que parecem anunciar, em plena era da computação gráfica, uma retomada de técnicas do pictorialismo. Passagens entre pintura, fotografia e cinema. Passagens entre todas estas formas artísticas e a arquitetura, que [...]


“A doença me reduziu à condição de poeta: ora, era arquiteto que eu pretendia ser. A arquitetura me seduzia por tudo o que não é arte nela: geometria, engenharia, higiene, senso prático da vida, o gosto de distribuir. Eu não tinha certeza de vir a construir belos edifícios, estava, porém, seguro de projetar casas cômodas. [...]


“E como eu fui dizendo logo no início de um poema dedicado a meu amigo o arquiteto e escultor Fernando Corona: “Não gosto da arquitetura nova Porque a arquitetura nova não faz casas velhas… Não riam, por favor, que o poema é triste. * * * Em todo caso, como vocês já devem ter reparado, [...]


“Que o cinema seja o meio por que me expresso, é absolutamente natural. Fiz-me compreender numa língua que passava ao lado da palavra de que carecia, da música que não sabia tocar, da pintura que me deixava indiferente. Subitamente tive a possibilidade de me corresponder com um mundo numa linguagem que literalmente fala da alma [...]


das metáforas

16abr09

[228] O imitar é, a propósito, o oposto do conhecer, já que este justamente não pretende fazer nenhuma transposição, mas reter a impressão sem metáfora e sem conseqüências. Para tanto, ela [a impressão] é petrificada: por meio de conceitos, a impressão é capturada e isolada, e, depois de morta e esfolada, é mumificada e conservada [...]


“o que é ter uma idéia em cinema? Se fazemos ou queremos fazer cinema, o que significa ter uma idéia? O que acontece quando dizemos: “Ei, tive uma idéia”? Porque, de um lado, todo mundo sabe muito bem que ter uma idéia é algo que acontece raramente, é uma espécie de festa, pouco corrente. E [...]


“[...] para quem faz cinema, isto é, para quem pensa que só deve e só pode se exprimir com imagens, existem precisos problemas expressivos. Para mim, o cinema é imagem, e a luz não é fator fundamental. Já disse tantas vezes: no cinema, a luz é ideologia, sentimento, cor, tom, profundidade, atmosfera, história. Ela faz [...]


“Acho que quando crianças todos temos um relacionamento embaçado, emocional, sonhado com a realidade; para uma criança tudo é fantástico porque é desconhecido, jamais visto, nunca experimentado, o mundo apresenta-se diante dos seus olhos totalmente desprovido de intenções, de significados, vazio de síntese conceitual, de elaborações simbólicas, é só um gigantesco espetáculo, gratuito e maravilhoso, [...]


“Rien. De même que dans l’amour cette illusion existe, cette illusion de pouvoir ne jamais oublier. De même, j’ai eu l’illusion devant Hiroshima que jamais je n’oublierais, de même que dans l’amour….Comme toi, j’ai essayé de lutter de toutes mes forces contre l’oubli, comme toi j’ai oublié …Comme toi j’ai désiré avoir l’inconsolable mémoire, une [...]


“o passado é contemporâneo do presente que ele foi” “Como as lembranças se conservam? Essa é a primeira questão colocada por Deleuze, para logo a seguir nos dizer que esse é um falso problema, ou um misto mal analisado. Metodologicamente, Deleuze acredita que precisaremos partir para esclarecer um dos aspectos mais profundos, mas nem por [...]


Das bibliografias específicas que tratam dessa relação, ainda escassas e muito presas a relatos superficiais de narrativas com a cidade como pano de fundo, “Cinema and the city (Film and urban societies in a global context)” editado por Mark Shiel e Tony Fitzmaurice, guarda a especificidade de tratar como esta relação opera e é experimentada [...]



Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.