Archive for the 'cinema e cidade' Category

Lebbeus Woods publicou em seu blog o argumento que preparou para um filme longa-metragem em que novas formas de ocupação do espaço tivessem papel central.
O argumento, chamado Underground Berlin, está cheio de elementos típicos do começo dos anos noventa, quando foi escrito. Tudo se concentra em torno de descobertas parciais que levam à revelação de [...]


* O texto a seguir é parte de um projeto/roteiro para vídeo realizado pelo grupo de arquitetos italianos chamado Superstudio, entre 1971 e 1973. Em sua busca pelos ‘atos fundamentais’, o Superstudio mapeou alguns pontos sensíveis da relação entre a arquitetura e vida humana, os quais vinham sendo tensionados por um conjunto de projetos de [...]


Doug Aitken é um artista e pesquisador da imagem em movimento, ele conversa com a videoartista suíça Pipilotti Rist, que, segundo o livro, ’se embate com as propriedades formais do vídeo, propositalmente enfatizando seus pixels, cores e textura visual’ e cria ’shape-shiffiting psychological dreamscapes’:
“Doug: Sua concepção do espaço de exibição funciona como um tipo de [...]


para fins de anotação (para mim) e provocação (para os outros),
a realização de um filme como representação da cidade pode ser lido enquanto prática que faz cidade em três instâncias:
- como processo que articula discursos sobre a cidade e que transforma o entendimento dos realizadores sobre si mesmos e sobre seus discursos.
- como prática ‘de [...]


Caros Priscyla e Paulo,
Algo sobre nosso blog me deixa de alguma maneira angustiado. A imagem dispersa construída a partir dos textos que se acumulam, aparentemente fazendo um turbilhão sem sentido de referências, em um jogo pós-moderno desprezível. A visitação do site, nos chama a atenção para sua dimensão pública, construída por acaso, e da qual [...]


Durante o mês de Fevereiro, o Centro Cultural Banco do Brasil foi tomado por uma leva de filmes, no mínimo, estranhos. Aquilo que os curadores da mostra Cristian Borges e Martine Floch chamaram de Novo Cinema Independente Alemão foi apresentado de forma seca: uma coletânea de filmes de diversos cineastas selecionada por seu rigor e [...]


Por um lado, o homem comum, a multidão móvel, os rios cifrados da rua. Por outro, o evento efêmero, o acontecimento urbano, as táticas de uso dos lugares comuns. A fim de concatenar e aprofundar estes dois campos de interesse, elegi como objeto de estudo o projeto de uma rede de oficinas de vídeo que [...]


Existe uma analogia entre o modo de percepção dos espaços pelo pedestre, o modo como organizamos conteúdo neste blog e o cinema. Para quem duvidar, veja abaixo:
“Analisando, através dos relatos de práticas de espaços, esta “arte moderna da expressão cotidiana”, J.-F. Augoyard descobre aí sobretudo como fundamentais duas figuras de estilo: a sinedóque e o [...]


“Eisenstein construiu, por meio do imbricamento entre objeto e movimento, uma estreita aproximação entre  a linguagem do cinema e a linguagem da arquitetura, entre a natureza espacial do filme e a prática espacial da arquitetura. Em seu ensaio Montage and Architecture, de 1937, ele leva o leitor a um passeio ao redor da Acrópolis de [...]


* recomendo que o comentário abaixo seja lido acompanhado do filme A chuva, feito por Joris Ivens, em 1929. Pode-se ler antes e ver depois ou vice-versa.
O teórico francês Jacques Aumont quis começar seu ensaio sobre identidades do cinema e da fotografia pela obra de Lumière. Escolha de certo modo ousada, pois que a discussão [...]


Das bibliografias específicas que tratam dessa relação, ainda escassas e muito presas a relatos superficiais de narrativas com a cidade como pano de fundo, “Cinema and the city (Film and urban societies in a global context)” editado por Mark Shiel e Tony Fitzmaurice, guarda a especificidade de tratar como esta relação opera e é experimentada [...]


“(…) caberia perguntar se a revolução técnica introduzida pela banda sonora corresponde realmente a uma evolução estética, em outros termos, se os anos 1928-1930 são efetivamente os do nascimento de um novo cinema. Encarada do ponto de vista da decupagem, a história do filme não deixa de aparecer, com efeito, uma solução de continuidade tão [...]


A origem histórica do cinema em 1895 consagra-o como uma expressão ligada à industrialização e, por extensão, com o próprio surgimento da metrópole. Dentro de uma lógica de crescimento do capitalismo industrial, o nascimento de uma sociedade de massa acompanha o surgimento da vida moderna indissociada do ambiente urbano.
“O cinema, então, marcou o cruzamento sem [...]