Archive for the 'linguagens e mídias audio-visuais' Category

tríptico para lévi-strauss
*post enviado por paulo miyada


Um incêndio destruiu completamente o acervo da Fundação Hélio Oiticica, “mantida” por Cesar Oiticica, no dia 16 de Outubro de 2009. Obras de arte estimadas em mais de US$200 milhões foram transformadas em cinzas.
Não há como não pensar que, por trás desse cruel incêndio, esteja o próprio Hélio Oiticica, falecido em 1980, ou alguma espécie [...]


Até 27 de setembro de 2009 o Museu de Imagem e Som de São Paulo abriga 200 fotografias do cineasta e artista francês Chris Marker. A divulgação da mostra promete apresentar fotografias preto e branco feitas entre 1952 e 2006 – e é nesse amplo intervalo que surgem as inquietações mais intensas.
A primeira está na [...]


poesia etária

05Jul09

“A poesia, ela é um fenômeno etário, em determinado momento. Aos 17 anos todo mundo é poeta, junto com as espinhas na cara, todo mundo faz poesia. Homem, mulher, todo mundo tem seu caderninho lá dentro da gaveta e tem seus versinhos que depois ele joga fora ou guarda por mera [...]


Robinho

28Mai09

Selecionei esta semana uma citação de um livro para colocar aqui, sobre um tema estranho (mas que tem me instigado a escrever e a ler), mais uma digressão. Talvez seja pouco importante, soe indiferente, para quem lê esse post, mas por um acaso, por um grande acaso, o tema é o ‘Futebol’, e pelo mesmo [...]


“Um episódio: durante a Copa de 1998, na França, a Rede Globo promovia, após os jogos, os tradicionais debates entre comentaristas, jogadores-comentaristas, juízes-comentaristas e personalidades variadas. Numa delas, votava-se sobre a existência ou não de um pênalti no caso de uma falta cobrada contra o Brasil em que Dunga, na barreira, teria posto a mão [...]


Doug Aitken é um artista e pesquisador da imagem em movimento, ele conversa com a videoartista suíça Pipilotti Rist, que, segundo o livro, ’se embate com as propriedades formais do vídeo, propositalmente enfatizando seus pixels, cores e textura visual’ e cria ’shape-shiffiting psychological dreamscapes’:
“Doug: Sua concepção do espaço de exibição funciona como um tipo de [...]


O plano de estudo esboçado no penúltimo post fracassou, pelo menos da maneira como havia sido desenhado. Não que a hipótese de estudar o detrás da câmera de alguns filmes a partir da seleção e discussão de excertos tenha se mostrado infrutífera ou conceitualmente equivocada, antes o contrário. Tentar inferir o detrás da câmera [...]


para fins de anotação (para mim) e provocação (para os outros),
a realização de um filme como representação da cidade pode ser lido enquanto prática que faz cidade em três instâncias:
- como processo que articula discursos sobre a cidade e que transforma o entendimento dos realizadores sobre si mesmos e sobre seus discursos.
- como prática ‘de [...]


Há vários meses, inseri neste blog dois trechos do vídeo Ici et Ailleurs, de Jean Luc Godard, Jean Pierre Gorin e Anne-Marie Melville.Voltei agora a esses trechos porque um lapso de memória me dizia que em um deles a voz de Godard denunciava o modo como aquilo que está detrás da câmera nunca se deixa [...]


Por um lado, o homem comum, a multidão móvel, os rios cifrados da rua. Por outro, o evento efêmero, o acontecimento urbano, as táticas de uso dos lugares comuns. A fim de concatenar e aprofundar estes dois campos de interesse, elegi como objeto de estudo o projeto de uma rede de oficinas de vídeo que [...]


“Eisenstein construiu, por meio do imbricamento entre objeto e movimento, uma estreita aproximação entre  a linguagem do cinema e a linguagem da arquitetura, entre a natureza espacial do filme e a prática espacial da arquitetura. Em seu ensaio Montage and Architecture, de 1937, ele leva o leitor a um passeio ao redor da Acrópolis de [...]


Mais uma referência ainda a Michel de Certeau, dessa vez sobre  a escritura. Escrever, como falar, depende da habilidade de alguém manipular um conjunto de regras – valendo-se de seu repertório – para tentar aproximar-se de um objetivo próprio; como um jogo.
Ou não, avisa Certeau, há uma grande diferença, que surge justamente na relação com a [...]


* recomendo que o comentário abaixo seja lido acompanhado do filme A chuva, feito por Joris Ivens, em 1929. Pode-se ler antes e ver depois ou vice-versa.
O teórico francês Jacques Aumont quis começar seu ensaio sobre identidades do cinema e da fotografia pela obra de Lumière. Escolha de certo modo ousada, pois que a discussão [...]


DESPUIS 1930, ON NE CESSE D’OUBLIER QUE LE CINEMA
EST D’ABORD ET AVANT TOUT UN ART PLASTIQUE
QUI EST EMPARÉ ET EN QUI S’EST REFUGIÉE.
C’EST POURQUOI IL A TOUJOURS PASSIONNÉ LES PEINTRES.
C’EST POURQUOI FERNAND LÉGER S’EST FAIT CINEASTE.
C’EST PORQUOI EISENSTEIN N’EST PAS SEULEMENT UN CRÉATEUR DE FILMS
MAIS UN DESSINATEUR
ET C’EST PORQUOI L’INITIATIVE DE LA BIENNALE DES JEUNES [...]


Outro trecho de Ici et Ailleurs. transcrevo abaixo a legenda minutada do filme. Penso que esse trecho, visto junto ao anterior, demonstra a complexidade (estrutural e temática) do vídeo. Vendo o filme inteiro essa complexidade por certo não se atenua, porém aparecem diversos outros elementos que abastecem um possível estudo cuidadoso do vídeo.
00:37:21,630 –> [...]


Trecho do filme “Ici et Ailleurs”, produzido pelo grupo Dziga Vertov (Jean Luc Godard, Jean Pierre Gorin e Anne-Marie Melville) entre 1970 e 1976.
Ilustração por absurdo do processo de articulação de imagens e sons que constitui o meio cinematográfico. Um mérito do filme é levar esse processo de demonstração a seu limite, como estratégia de [...]


“Quais as características do Vídeo Vernáculo?
Gravações exibidas continuarão a durar cada vez menos, conforme o tempo televisivo, comprimido pelas demandas da propaganda, engendra socialmente períodos de atenção cada vez mais curtos. Transmissões por vídeofones, inicialmente limitadas pela largura de banda, irão encurtar radicalmente os videoclipes. O uso da música eletrônica prevalecerá. Veja a propaganda. Mensagens [...]


“[...] As telecomunicações definiram uma outra natureza para a cidades. A interface da tela permitiu ao homem remper com as noções de superfície e com os limites físicos que definiram historicamente a cidade. O homo eletroctonicus (1) sepultou definitivamente o modelo das cidades-teatro da Antiguidade e da Renascença, pautado na dimensão espacial física do território: [...]


“O objetivo do grupo [Manguebit] era, na verdade, tomar toda a cidade. O movimento mangue intencionava ‘ser gerado e articulado em vários pontos da cidade em núcleos de pesquisa e produção de idéias pop. O objetivo (era) engendrar um ‘circuito energético’, capaz de conectar as boas vibrações dos mangues com a rede mundial de [...]


“Hiroshima Projection, de Wodiczko, foi um tipo de performance multi-media realizada na cidade de Hiroshima nas noites de 7 e 8 de Agosto, os dois dias seguintes ao aniversário do lançamento da bomba atômica pelo exército estadunidense em 6 de Agosto de 1945. A perfomance foi documentada em um filma feito pelo artista (1). […] [...]


A tese de Flávia Cesarino Costa esboça, de forma um pouco abrupta, uma aproximação direta entre o primeiro cinema (anteiror à consolidação da linguagem cinematográfica clássica) e o vídeo (eletrônico e digital). Seu ponto de partida é um artigo de Arlindo Machado sobre a linguagem vídeográfica – pouco para uma análise mais complexa desse suporte [...]


“Uma das idéias equivocadas difundidas pelas histórias clássicas do cinema é a de que os primeiros filmes foram uma enorme novidade, diante da qual o público mostrou desconfiança ou grande espanto. Talvez não tenha sido exatamente assim. Como mostram os trabalhos de historiadores mais recentes, o cinema não surgiu como uma prática autônoma [...]


letter to jane

13Mar08

“O curta metragem de Godard e Gorin Uma carta para Jane (1972) redunda em uma espécie de contralegenda para uma foto – uma crítica mordaz a uma foto de Jane Fonda, tirada durante uma visita ao Vietnã do Norte. (O filme é também uma lição exemplar de como ler qualquer foto, como decifrar a natureza [...]