Archive for the ‘narração e debate sobre espaço público’ Category

“Historicamente, os carnavais sempre foram eventos politicamente ambíguos; às vezes constituíam rebeliões simbólicas dos excluídos, outras vezes encorajavam a transformação festivas dos fracos em bodes expiatórios dos ricos (ou menos fracos). O carnaval e as práticas carnavalescas não são essencialmente progressivos ou regressivos: tudo depende de quem está carnavalizando quem, em qual situação histórica, com [...]


tríptico para lévi-strauss *post enviado por paulo miyada


Sem título, 1997 Lápis de cor sobre papel 5x 4 cm “Dado: Uma situação genérica – por exemplo, uma pequena cidade onde muitas pessoas se cruzem pelo caminho. Se alguém dissesse algo para alguém, e esse alguém repetisse isso para mais alguém, e esse alguém repetisse isso para mais alguém… então, no final do dia, [...]


“É mais fácil projetar as cidades do futuro do que as do passado. Roma é uma cidade interrompida. porque deixou-se de imaginá-la e começou-se a projetá-la (mal). Em Roma, é mais uma questão de tempos do que de espaços. As marés das épocas passaram e se retiraram, deixando na areia os restos de distantes naufrágios; [...]


Lebbeus Woods publicou em seu blog o argumento que preparou para um filme longa-metragem em que novas formas de ocupação do espaço tivessem papel central. O argumento, chamado Underground Berlin, está cheio de elementos típicos do começo dos anos noventa, quando foi escrito. Tudo se concentra em torno de descobertas parciais que levam à revelação [...]


O texto que segue é um trecho do relato escrito a convite da organização do projeto Arte e Esfera Pública[1], para publicação no livro de conclusão das atividades do projeto e no portal do Forum Permanente. Destaco aqui os comentários relativos ao trabalho Lotes Vagos, de Louise Ganz e Breno da Silva. Relato do debate [...]


Até 27 de setembro de 2009 o Museu de Imagem e Som de São Paulo abriga 200 fotografias do cineasta e artista francês Chris Marker. A divulgação da mostra promete apresentar fotografias preto e branco feitas entre 1952 e 2006 – e é nesse amplo intervalo que surgem as inquietações mais intensas. A primeira está [...]


* O texto a seguir é parte de um projeto/roteiro para vídeo realizado pelo grupo de arquitetos italianos chamado Superstudio, entre 1971 e 1973. Em sua busca pelos ‘atos fundamentais’, o Superstudio mapeou alguns pontos sensíveis da relação entre a arquitetura e vida humana, os quais vinham sendo tensionados por um conjunto de projetos de [...]


“E como eu fui dizendo logo no início de um poema dedicado a meu amigo o arquiteto e escultor Fernando Corona: “Não gosto da arquitetura nova Porque a arquitetura nova não faz casas velhas… Não riam, por favor, que o poema é triste. * * * Em todo caso, como vocês já devem ter reparado, [...]


Durante o mês de Fevereiro, o Centro Cultural Banco do Brasil foi tomado por uma leva de filmes, no mínimo, estranhos. Aquilo que os curadores da mostra Cristian Borges e Martine Floch chamaram de Novo Cinema Independente Alemão foi apresentado de forma seca: uma coletânea de filmes de diversos cineastas selecionada por seu rigor e [...]


Por um lado, o homem comum, a multidão móvel, os rios cifrados da rua. Por outro, o evento efêmero, o acontecimento urbano, as táticas de uso dos lugares comuns. A fim de concatenar e aprofundar estes dois campos de interesse, elegi como objeto de estudo o projeto de uma rede de oficinas de vídeo que [...]


Existe uma analogia entre o modo de percepção dos espaços pelo pedestre, o modo como organizamos conteúdo neste blog e o cinema. Para quem duvidar, veja abaixo: “Analisando, através dos relatos de práticas de espaços, esta “arte moderna da expressão cotidiana”, J.-F. Augoyard descobre aí sobretudo como fundamentais duas figuras de estilo: a sinedóque e [...]


Mais uma referência ainda a Michel de Certeau, dessa vez sobre  a escritura. Escrever, como falar, depende da habilidade de alguém manipular um conjunto de regras – valendo-se de seu repertório – para tentar aproximar-se de um objetivo próprio; como um jogo. Ou não, avisa Certeau, há uma grande diferença, que surge justamente na relação com [...]


Dando continuidade à série de referências ao livro do cotidiano de Michel de Certeau e, principalmente, à serie de distinções entre dois termos irmãos, transcrevo a distinção entre lugar e espaços: “Inicialmente, entre espaço e lugar, coloco uma distinção que delimitará um campo. Um lugar é a ordem (seja qual for) segundo a qual se [...]


[...] Uma distinção de estratégias e táticas parece apresentar um esquema inicial mais adequado. Chamo de estratégia o cálculo (ou a manipulação) das relações de forças que se torna possível a partir do momento em que um sujeito de querer e poder (uma empresa, um exército, uma cidade, uma instituição científica) pode ser isolado. A [...]



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